Pular para o conteúdo
Marcelada TerraWhatsApp

A artista

Marcela da Terra

Artista visual, oceanógrafa, educadora ambiental e pesquisadora de pigmentos naturais

Marcela da Terra é artista visual, oceanógrafa, educadora ambiental e pesquisadora de pigmentos naturais. Sua trajetória conecta arte, ciência, território e saberes tradicionais, com atuação em projetos culturais e socioambientais, processos educativos e pesquisa de materiais naturais. Desde 2014 investiga as cores produzidas a partir de solos, minerais e plantas, desenvolvendo técnicas de pintura, tingimento e estamparia botânica.

É criadora do Muralismo de Aprendizagem Coletiva, metodologia participativa certificada como Tecnologia Social pela Fundação Banco do Brasil, aplicada nos murais coletivos com tintas de terra. Sua pesquisa propõe a cor como linguagem de leitura do território, articulando práticas artísticas, conhecimento ecológico e saberes tradicionais.

Atualmente também atua na elaboração e coordenação de projetos socioambientais e educativos, com foco em impacto territorial, sociobiodiversidade, educação ambiental e soluções baseadas na natureza. A pesquisa em cor se desdobra em tingimento natural e impressão botânica, nos cursos e oficinas e nos pigmentos e aquarelas feitos no ateliê.

Retrato de Marcela da Terra, artista visual e pesquisadora de pigmentos naturais, de avental manchado de pigmento

Formação e credenciais

De onde vem o método

  • Bacharel em Oceanografia, Universidade Federal do Paraná (UFPR)
  • Especialista em Gestão Ambiental
  • Criadora do Muralismo de Aprendizagem Coletiva, metodologia participativa certificada como Tecnologia Social pela Fundação Banco do Brasil
  • Coordenação de projetos socioambientais com foco em impacto territorial, sociobiodiversidade e soluções baseadas na natureza

A prática

Cor, território e processos coletivos

Minha prática investiga a cor como expressão material do território, a partir da coleta e transformação de solos e plantas em tintas naturais. Trabalho com metodologias que articulam experimentação artística, conhecimento ecológico e saberes tradicionais, ativando processos coletivos de criação.

Ao envolver grupos na investigação das cores da paisagem, proponho a arte como ferramenta de leitura sensível do lugar. Esses processos revelam relações entre matéria, memória e identidade, deslocando a cor do campo decorativo para o campo político, cultural e ecológico. Assim, cada trabalho se constrói como experiência situada, onde o território não é tema, mas agente.

Marcela da Terra

Marcela da Terra pintando um mural em tintas de terra sobre andaime, no I Encontro Nacional do SESC Comunidade em Biguaçu
I Encontro Nacional do SESC Comunidade · Biguaçu/SC, 2024

Trajetória

Uma década de pesquisa da cor

  1. 2014

    O início da pesquisa

    Começa a prática que investiga as relações entre natureza, cor e território, a partir da coleta de solos e plantas.

  2. 2015

    Primeiras formações

    Passa a realizar cursos, oficinas e vivências em arte e práticas ecológicas aplicadas. Mural no Festival de Inverno da UFPR, em Antonina (PR).

  3. 2021

    Quilombo do Mandira

    Semana das Tintas de Terra na comunidade quilombola do Mandira, em Cananéia (SP), contemplada pelo ProAC LAB.

  4. 2022

    FLIP

    Oficina Aquaterra Rupestre na Feira Literária Internacional de Paraty, com realização do Sesc Paraty.

  5. 2023

    Cores da Terra, Contos do Mar

    Mural coletivo no Colégio CEMBRA, em Paraty, dentro do Festival Mutuá do Sesc. Formação de professores da rede municipal de Ipanema (MG), com o SENAR Minas.

  6. 2024

    A metodologia toma forma

    O desdobramento do projeto na Escola Cilencina Rubem de Oliveira Mello resulta na síntese do Muralismo de Aprendizagem Coletiva. Murais com estudantes em Mutum (MG) e participação no I Encontro Nacional do SESC Comunidade, em Biguaçu (SC).

  7. 2025

    Yvá Poty

    Início da pesquisa em tingimento natural e impressão botânica com Ilda Poty, liderança indígena da aldeia Araponga, e a Canoa Arte Indígena. Primeira série: 30 peças.

Instituições e parcerias

Onde o trabalho já aconteceu

Desde 2015, cursos, oficinas e vivências em arte e práticas ecológicas aplicadas, com foco em pigmentos naturais, tintas de terra, tingimento têxtil e processos coletivos de criação.

  • Sesc (diversas unidades)
  • SENAR Minas
  • Escola da Trama, Flavia Aranha
  • Fazenda Bananal
  • Instituto Moleque Mateiro
  • Ponto de Cultura Biblioteca Comunitária de Tarituba
  • Canoa Arte Indígena

No ateliê

Do barranco ao pigmento

Marcela coletando pigmento ocre em um barranco de terra amarela
Torrões de terra ocre, vermelha e cinza sobre bandeja de palha
Mão macerando pigmento violeta com pilão de pedra sobre tábua de madeira
Pigmento sendo peneirado dentro de tigela de cerâmica escura
Pinceladas de aquarela em ocre e terracota sobre papel branco

Quer trabalhar comigo?

Murais por encomenda, projetos com escolas e comunidades, cursos e oficinas, me escreva contando sobre o seu contexto.